Tudo Sobre Intercâmbio


Fazer intercâmbio é um objetivo que muitas pessoas têm ao longo da vida. Seja para aprender uma língua diferente, turbinar o currículo ou até mesmo para explorar uma nova cultura, cada vez mais estudantes têm embarcado nesta experiência transformadora.
No entanto, muitas dúvidas podem surgir durante o processo de escolher o programa de intercâmbio ideal.

O que é intercâmbio? No passado, fazer um intercâmbio (palavra que significa “troca”) remetia ao ato de jovens de países diferentes passarem temporadas uns na casa dos outros. A ideia era, basicamente, promover a troca de culturas entre diferentes nacionalidades.
Hoje, o termo ganha um sentido bem mais amplo e, quando se fala em intercâmbio, imediatamente se pensa na ação de passar um período estudando ou trabalhando no exterior. Mas essa experiência também pode ir além.
Mais do que uma simples viagem, o intercâmbio é uma experiência que tem como trunfo o fato de promover a diversidade cultural, instigando o aluno a ver o mundo com outros olhos, seja por meio de cursos no exterior ou de outros tipos de programa.

Quais são os principais tipos de intercâmbio? São inúmeras as alternativas para quem deseja viver e estudar no exterior, e não há idade ideal para fazer um intercâmbio. Quem tem de 14 a 18 anos, por exemplo, pode fazer um intercâmbio de férias ou um programa de High School no exterior.  Já quem tem de 18 a 24 anos pode optar por um curso de idioma, cursar uma universidade no exterior ou até mesmo fazer trabalho voluntário. Quem tem entre 25 a 35 anos pode escolher uma extensão universitária ou estudar para ser aprovado em um exame de proficiência. E já quem tem mais de 36 anos pode, entre outras opções, fazer até mesmo um intercâmbio em família.
Programas de férias - Os intercâmbios de férias são para estudantes de até 17 anos, têm duração de uma a oito semanas e permitem que os alunos aprendam ou pratiquem um idioma enquanto fazem o que mais amam (esporte, tecnologia, teatro etc.). “Os Programas de Férias são o primeiro passo para a educação internacional de um jovem, pois despertam o interesse por novas culturas e pelo estudo do idioma”.
High School - Já o High School permite ao aluno cursar uma parte ou todo o ensino médio no exterior. Neste programa, aprende-se mais sobre a cultura de determinado país por meio do convívio na escola, na família ou na residência estudantil. Além disso, durante o High School, os alunos terão a oportunidade de entrar em contato com uma grade curricular diferente das disponíveis no Brasil, abrindo horizontes que poderão ajudá-lo na progressão para a universidade e até mesmo em sua futura escolha profissional.
Cursos de idioma com foco em profissão - Quem tem mais de 18 anos pode começar a explorar outras culturas de maneira ainda mais intensa, tanto por meio de cursos de idioma no exterior quanto em intercâmbio com foco em profissões.  Os cursos de idioma são perfeitos para quem deseja aprender e também para quem quer aprimorar a sua fluência e compreensão em uma língua. Eles podem ser montados de maneira personalizada, adequando-se aos objetivos do estudante, como nos cursos de idioma + hobby, preparatórios para exames de proficiência e idioma com foco em profissões, entre outros programas mais específicos.
Estudo e trabalho no exterior - Existem ainda opções de intercâmbio para quem quer estudar e trabalhar no exterior, realizar trabalho voluntário, conciliar o curso de idiomas com uma viagem familiar, aproveitar para fazer cursos livres de curta duração, de graduação e pós-graduação e até mesmo para quem sonha em tirar um período sabático.

Como escolher o intercâmbio ideal? O primeiro passo para acertar na escolha de um intercâmbio é buscar um programa que combine com o seu estilo de vida e também com os seus objetivos. Neste contexto, algumas perguntas são fundamentais para traçar o seu perfil de viajante: o seu inglês já é afiado ou você precisa começar do zero? Você já é formado na faculdade? Está feliz com a carreira que escolheu ou pretende mudar de profissão? Quais cidades você deseja conhecer? Prefere um destino mais tranquilo ou mais agitado? Quanto tempo você dispõe para investir nisso?
Durante todo o processo de escolha é importante lembrar que o intercâmbio deve ser também um investimento que abrace as suas aspirações pessoais e educacionais. Sendo assim, vale reservar um tempo para avaliar o que é realmente importante para você e refletir sobre as suas motivações e expectativas.

Quanto custa fazer um intercâmbio? O valor do intercâmbio pode variar de acordo com a duração do programa e também com o destino escolhido. Por isso, antes de fechar o programa, é importante ter em mente quais são os seus objetivos.
Quem dispõe apenas do período das férias para estudar no exterior pode, por exemplo, fazer um intercâmbio de curta duração, com programas que podem ter de uma semana até três meses de duração. Quem tem pouco tempo, mas quer aprender muito, pode ainda apostar em cursos intensivos.
Já quem deseja estudar e trabalhar no exterior por um período um pouco mais longo pode optar por destinos que possibilitem essa combinação, como a Austrália, Canadá e Irlanda.
“Definir o destino do seu interesse e saber o custo de vida nele é de extrema importância para começar o planejamento financeiro do seu intercâmbio”. Isso porque o destino, de fato, pode fazer toda diferença no valor total do intercâmbio.
Por contarem com um custo de vida menor, países como a Irlanda e Malta são muito procurados por estudantes que desejam gastar menos no intercâmbio. Por outro lado, quem optar por estudar em lugares como Londres e Paris deve estar preparado para encontrar um custo de vida um pouco mais alto.
Com o destino e o objetivo do intercâmbio definidos, basta fazer um bom planejamento financeiro para estudar no exterior e tirar esse projeto tão especial do papel.

 

Onde ficar durante o intercâmbio? Após decidir a cidade e o programa de intercâmbio, você terá a chance de escolher a moradia onde quer viver durante o seu período de estudos no exterior. As opções de acomodação podem variar de acordo com o curso escolhido, com a sua idade e com o seu perfil de viajante, porém, a maioria deles oferece a opção de homestay, onde o estudante vai morar em uma casa de família local.
Homestay (casa de família) - Nesse tipo de acomodação, os estudantes têm a chance de experimentar um convívio ainda mais intenso com os costumes e tradições locais, além de poderem praticar o inglês de maneira cotidiana fora do ambiente escolar.
Residências estudantis - Quem deseja ter um pouco mais de privacidade ou viver em um ambiente mais informal também tem a possibilidade de ficar em acomodações estudantis da própria escola, como residências e até mesmo alojamentos divididos com outros estudantes que estão na mesma situação.

Quais documentos são necessários para fazer intercâmbio? A primeira coisa a ser feita ao iniciar o planejamento do intercâmbio é solicitar o passaporte. Se você já tem, vale conferir o prazo de validade do documento - quanto mais tempo faltar para ele vencer, melhor.  O passaporte deve estar válido por seis meses após a sua volta ao Brasil. Portanto, se o documento for expirar até essa data, solicite a renovação antes de embarcar para o intercâmbio.
Assim como o passaporte, o seguro viagem internacional é outro documento imprescindível, independentemente do programa de intercâmbio escolhido.
As cartas de convite e de aceitação da escola também são documentos essenciais. Elas servem para comprovar na imigração que você tem lugar para ficar durante a sua estadia no país e também que você está realmente matriculado no curso que afirma estar.
Outros documentos, como vistos de entrada e de estadia no país, carteira de identidade, carteira de motorista e comprovante de residência no Brasil podem ser solicitados, dependendo do destino e do tipo de programa escolhido.

Como faço para fechar meu intercâmbio? Decidiu que é a hora de ter uma experiência no exterior? Procure uma agência de intercâmbio para conversar com um consultor, tirar todas as suas dúvidas e decidir qual é o melhor programa para você.

Como se planejar financeiramente para estudar no exterior - Fazer um intercâmbio é um grande projeto e, como tal, exige um bom planejamento, inclusive financeiro.

Defina o seu objetivo - Estudar inglês em escolas de excelência, conhecer os melhores destinos do mundo, conciliar estudo e trabalho, dar um upgrade no currículo. São inúmeros os motivos que podem levar a um intercâmbio.  E cada programa exige gastos específicos, por isso, definir o objetivo e o destino do curso é o primeiro passo para estimar quanto vai custar a sua viagem.
“Para iniciar o planejamento financeiro, é necessário ter certeza do seu objetivo e, depois, definir o destino do curso. A partir do destino e de suas características especificas é que será possível calcular a quantia necessária para cobrir custo total da viagem, considerando fatores como o valor do curso, passagens áreas e, principalmente, o custo de vida no país de destino”.
Durante o processo de definição de curso e destino. Vale lembrar que existem programas para todos os bolsos e que, economizando, tudo fica mais fácil.

Planeje com antecedência - Decidido o destino e a duração do seu intercâmbio, é hora de organizar o orçamento para viabilizar a viagem.  É nesse momento que você vai encarar a sua renda e avaliar as possibilidades.  “Faça uma planilha com todas as receitas e gastos mensais. Isso vai ajudá-lo a visualizar o valor disponível para economia e a ter controle sob suas finanças antes de viajar”.
Em outra planilha, estime os gastos que você poderá ter no exterior com passagens aéreas, moradia e até mesmo com viagens. “Essa projeção ajudará a chegar a um valor ideal para cada mês durante o curso. Não deixe de levar em conta os seus desejos, sonhos e as oportunidades que você pretende aproveitar fora do Brasil, como possíveis compras e viagens”.
É importante ser detalhista ao realizar esse planejamento. “Considere todos os possíveis gastos que você terá durante a viagem, mesmo aqueles destinados a eventualidades e considerados não essenciais. Essa é a única maneira de você chegar a uma meta de economia bem realista”.
Tenha em mente que quanto melhor for a organização financeira antes do intercâmbio, mais realizações serão possíveis durante sua estadia exterior.

Considere a variação do câmbio - O câmbio é um indicador que impacta diretamente no plano de intercâmbio, por isso, ao planejar a sua temporada no exterior é importante lembrar que as moedas variam de preço. “Se você calcular que vai precisar de US$ 3 mil para a viagem em uma época em que o dólar estiver a R$ 4, você deverá poupar R$ 12 mil. Mas e se, no meio do caminho, o dólar subir e passar a valer R$5? Por isso, o ideal é acompanhar diariamente a cotação das moedas e ir trocando o dinheiro progressivamente conforme ele estiver menos valorizado. Isso é essencial para evitar surpresas desagradáveis”.

Foque na economia - Criar o hábito de programar suas finanças pessoais é importante para realizar qualquer grande projeto, principalmente o intercâmbio. Além de uma boa organização, é imprescindível ter disciplina e força de vontade para manter o planejamento e não se deixar levar por compras de impulso enquanto estiver economizando.
“Uma boa dica para quem quer economizar é adotar hábitos de consumo mais conscientes. É necessário rever seus gastos mensais, focando na nova prioridade e excluindo tudo aquilo que te tira desse foco”.
Gastos com itens que você pouco utiliza ou que não são essenciais podem ser revistos. “Lembre-se que vale a pena abrir mão temporariamente de algumas coisas no Brasil para juntar dinheiro e ter a oportunidade de viver essa experiência lá fora. Por exemplo, trocar ir a um jogo de futebol por aqui para ver uma partida da NBA nos Estados Unidos”.
Para ajudar a manter o foco tenha sempre em mente o retorno que o investimento no intercâmbio vai trazer. “Todo investimento precisa de retorno e não é diferente com o intercâmbio. Ganhos de conhecimento, valorização no mercado de trabalho e maior empregabilidade são alguns dos muitos benefícios”.
Que tal começar o ano planejando o seu intercâmbio? Converse conosco.